

| Dosagem | Pacote | Preço por Dose | Preço | |
|---|---|---|---|---|
| 20mg | 360 comprimidos | €0,83 | €332,82 €299,54 Melhor Preço | |
| 20mg | 180 comprimidos | €0,92 | €183,67 €165,30 | |
| 20mg | 120 comprimidos | €1,02 | €135,33 €121,80 | |
| 20mg | 90 comprimidos | €1,13 | €113,23 €101,91 | |
| 20mg | 60 comprimidos | €1,27 | €84,23 €75,81 | |
| 20mg | 30 comprimidos | €1,58 | €52,47 €47,22 | |
| 30mg | 360 comprimidos | €1,08 | €432,26 €389,03 Popular | |
| 30mg | 180 comprimidos | €1,17 | €233,39 €210,05 | |
| 30mg | 120 comprimidos | €1,31 | €174,00 €156,60 | |
| 30mg | 90 comprimidos | €1,45 | €145,00 €130,50 | |
| 30mg | 60 comprimidos | €1,62 | €107,71 €96,94 | |
| 30mg | 30 comprimidos | €2,03 | €67,66 €60,89 | |
| 40mg | 240 comprimidos | €1,16 | €307,96 €277,17 | |
| 40mg | 120 comprimidos | €1,27 | €168,48 €151,63 | |
| 40mg | 90 comprimidos | €1,48 | €147,76 €132,98 | |
| 40mg | 60 comprimidos | €1,70 | €113,23 €101,91 | |
| 40mg | 30 comprimidos | €1,90 | €63,52 €57,16 | |
| 60mg | 180 comprimidos | €1,65 | €330,06 €297,06 | |
| 60mg | 120 comprimidos | €1,79 | €238,91 €215,02 | |
| 60mg | 90 comprimidos | €1,91 | €191,95 €172,76 | |
| 60mg | 60 comprimidos | €2,08 | €138,09 €124,28 | |
| 60mg | 30 comprimidos | €2,41 | €80,09 €72,08 |
A angina de peito estável, caracterizada por dor torácica desencadeada pelo esforço físico ou pela estresse emocional e aliviada com o repouso, bem como episódios de dispneia associada à isquemia miocárdica, são condições nas quais a profilaxia com nitratos é amplamente empregada. A Isosorbida é um nitrato orgânico utilizado para reduzir a frequência e a gravidade das crises anginosas, além de ser empregada, em determinadas situações clínicas, no manejo da insuficiência cardíaca crônica com fração de ejeção reduzida. A substância está disponível sob diferentes formas farmacêuticas, com propriedades vasodilatadoras mediadas pela liberação de óxido nítrico no endotélio vascular.
A Isosorbida corresponde a uma classe de nitratos orgânicos com ações vasodilatadoras predominantes venosas, que reduzem a pré-carga e, em menor grau, a pós-carga. Sua atuação resulta na menor demanda de oxigênio pelo músculo cardíaco e na perpendicularização dos episódios anginosos. As formas mais utilizadas na prática clínica são o isossorbida dinátrica (dinitrato) e o mononitrato de isossorbida, com perfis de liberação diferenciados para uso profilático. A dosagem, a duração de efeito e as vias de administração variam conforme a formulação, a indicação clínica e as comorbidades do paciente.
Neste perfil institucional, a isossorbida é apresentada como uma opção para prevenção de crises em pacientes com doença arterial coronariana estável, bem como como parte de esquemas terapêuticos em insuficiência cardíaca sob diretriz clínica apropriada. A farmacodinâmica envolve liberação de óxido nítrico, subsequente ativação de guanilato ciclase e aumento de GMPc, levando à descompressão do leito venoso e consequente redução da demanda de oxigênio do miocárdio.
Indicações primárias incluem a profilaxia de angina de peito estável em pacientes com doença coronária, especialmente em cenários de angina induzida pelo esforço ou ao exercício. A Isosorbida é indicada como auxílio à atividade física, na prevenção de crises anginosas e na melhoria da tolerância ao esforço, quando utilizadas de forma regular e sob supervisão médica.
Indicações secundárias são mais nuançadas e dependem de diretrizes locais. Em determinadas populações com insuficiência cardíaca sistêmica, a associação de nitrato com hidralazina tem histórico de uso para reduzir mortalidade em falha cardíaca com fração de ejeção reduzida, sendo discutida em contextos específicos de tratamento. Em tais cenários, a isossorbida pode compor esquemas de manejo quando há indicação clínica para vasodilatação venosa combinada e controle de sintomas, sempre considerando tolerância, monitorização hemodinâmica e resposta clínica do paciente.
É importante ressaltar que a Isosorbida não deve ser utilizada como tratamento de alívio imediato de crises anginosas; para manejo de ataque agudo, outras vias, como o nitrato de uso sublingual de ação rápida, podem ser mais apropriadas conforme a orientação clínica. Em pacientes com insuficiência cardíaca, a decisão de empregar isossorbida faz parte de um plano terapêutico global, geralmente integrado a estratégias que incluem diuréticos, inotrópicos ou vasodilatadores adicionais, conforme necessidade individual.
Considerações especiais envolvem pacientes com intolerância a nitratos, hipotensão significativa, ou uso concomitante de inibidores da PDE-5 (como sildenafil), que pode aumentar o risco de hipotensão severa. A posologia, formas de liberação e o regime de administração devem ser ajustados pelo médico responsável, levando em conta comorbidades hepáticas ou renais, uso de outros vasodilatadores e o histórico de tolerância ao nitrato.
A Isosorbida atua como precursor(a) de óxido nítrico, liberando esse gás de maneira mediada por vias enzimáticas que ativam guanilato ciclase no músculo liso vascular. A elevação de GMPc provoca relaxamento do músculo liso, com efeito predominante nas veias, resultando em diminuição da pressão venosa (pré-carga) e, secundariamente, redução da pressão arterial. A consequência clínica é menor tensão exercida pelo ventrículo esquerdo durante a diástole e o sístole, levando à menor exigência de oxigênio pelo miocárdio e redução da angina induzida pelo esforço.
O efeito antianginoso é, portanto, principalmente decorrente de vasodilatação venosa, com efeitos de vasodilatação arterial menos marcados. O ajuste entre dose, forma farmacêutica e intervalo sem tolerância é crucial para manter o benefício clínico, uma vez que a tolerância pode se desenvolver com uso contínuo sem períodos de intervalo livre de nitrato. A farmacodinâmica associada à redução da pré-carga também pode favorecer melhora sintomática em pacientes com congestão venosa.
efeitos adversos mais frequentes incluem cefaleia, rubor facial e tontura, geralmente transitórios, associando-se à vasodilatação rápida. Hipotensão arterial e reflexa taquicardia podem ocorrer, especialmente no início da terapia ou com aumentos de dose. A tolerância ao nitrato é um aspecto clínico relevante; regimes de administração que preveem intervalos sem exposição ao nitrato ajudam a minimizar esse fenômeno.
Interações relevantes devem ser consideradas: o uso concomitante de inibidores da PDE-5 pode precipitar hipotensão grave; bebidas alcoólicas podem potencializar quedas de pressão. Contra-indicações comuns incluem hipotensão clínica, anemia severa, hipotireoidismo descompensado em associação com certas condições, e uso de outros vasodilatadores sem supervisão adequada. Em mulheres gestantes e lactantes, a decisão de uso deve ponderar riscos e benefícios específicos, sob orientação médica, dada a variabilidade de resposta individual.
Pacientes devem monitorar sintomas de tonturas, dor de cabeça severa persistente ou sinais de hipotensão contínua, buscando orientação médica se tais eventos ocorrerem. A prescrição deve ser ajustada conforme a resposta clínica, com atenção especial para populações frágeis, como idosos e indivíduos com disfunção hepática ou renal.
As formulações de Isosorbida incluem comprimidos de liberação imediata, comprimidos de liberação prolongada e sistemas transdérmicos, com vias de administração oral ou transdérmica conforme a formulação. A absorção, biodisponibilidade e tempo de início variam entre as formas, com a liberação prolongada proporcionando profilaxia diária ou bifásica de angina, reduzindo a variabilidade de resposta individual. Sistemas transdérmicos fornecem liberação contínua com necessidade de monitorização de tolerância e ajuste de dose.
A posologia é adaptada ao regime farmacêutico específico do produto, à indicação clínica e à resposta do paciente. Em geral, a terapia é iniciada com dose apropriada à forma farmacêutica escolhida, com titulações cautelosas para evitar hipotensão. Quando houver transição entre formulações, deve-se observar a continuidade terapêutica, evitando lacunas de proteção ou sobreposição de doses que possam aumentar o risco de reações adversas.
Armazenamento adequado, proteção contra calor e umidade, e adesivo de sistemas transdérmicos devem ser seguidos conforme as fichas técnicas do fabricante. Pacientes devem ser orientados a não interromper abruptamente o tratamento sem orientação médica, para evitar surtos de angina ou recrudescência de sintomas cardíacos. Em caso de dúvida, a equipe clínica deve ser consultada para ajuste terapêutico seguro e eficaz.
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