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Duloxetina

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Este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento médico ou farmacêutico. Consulte sempre um profissional de saúde para orientação personalizada.

O uso de Cymbalta pode exigir prescrição dependendo das regras locais. Leia a bula e siga as instruções do seu médico ou farmacêutico.

O que é o Cymbalta

Cymbalta é o nome de marca de um medicamento cuja substância ativa é a duloxetina. Trata-se de um antidepressivo classificado como inibidor de recaptação de serotonina/norepinefrina (SNRI). Este medicamento atua aumentando a disponibilidade de dois neurotransmissores no cérebro para ajudar a regular o humor e a percepção da dor.

Além de tratar a depressão, a duloxetina pode ser utilizada no tratamento de ansiedade e de certos tipos de dor crónica. A sua utilidade depende da condição clínica e da avaliação do médico. A bula do medicamento descreve em detalhe as indicações aprovadas na sua localidade.

Como qualquer medicamento, Cymbalta pode ter efeitos diferentes consoante a pessoa. O médico avalia os benefícios potenciais em relação aos riscos antes de iniciar o tratamento. Informe o seu médico sobre alergias, antecedentes médicos e outros fármacos que esteja a tomar.

Este medicamento pode exigir receita médica, dependendo das regras locais. Não utilize Cymbalta sem orientação apropriada e sem acompanhamento médico adequado.

Se tiver dúvidas sobre o que é este medicamento ou se é adequado para si, peça esclarecimentos ao seu médico ou farmacêutico antes de iniciar o tratamento.

Notas importantes ao longo do tratamento incluem o acompanhamento de alterações de humor, peso, pressão arterial e função hepática, conforme indicado pelo seu médico. Siga sempre as recomendações da bula e do seu profissional de saúde.

Indicações

Cymbalta pode ser utilizado no tratamento de depressão maior, ajudando a melhorar o humor, o sono e a energia. Também pode ser prescrito para transtorno de ansiedade generalizada, ajudando a reduzir a ansiedade excessiva e os sintomas associados.

Adicionalmente, a duloxetina é usada no tratamento de determinadas condições de dor crónica, como dor neuropática associada ao diabetes e fibromialgia. O objetivo é reduzir a dor, melhorar a função física e a qualidade de vida.

É fundamental compreender que a prescrição é individualizada. O médico determina se este medicamento é apropriado para a sua condição específica com base na sua história clínica e nos sintomas apresentados. Não utilize para outras situações sem orientação médica.

Antes de iniciar, o farmacêutico ou médico pode explicar as opções terapêuticas disponíveis e discutir os objetivos do tratamento. Em certas situações, podem estar indicadas abordagens complementares, como terapia psicológica ou ajustes de estilo de vida, em conjunto com a medicação.

Se a sua condição exigir ajuste de dose ou mudança de regime, apenas o médico pode orientar essa alteração. Nunca ajuste ou interrompa a medicação por conta própria sem orientação profissional.

Como funciona

A duloxetina atua nos neurotransmissores serotonina e norepinefrina, ajudando a modular a sinalização no cérebro. Ao aumentar a disponibilidade desses químicos, pode haver melhoria do humor e da percepção da dor ao longo do tempo. A ação é gradual e o benefício completo pode exigir várias semanas de tratamento.

O efeito terapêutico não é imediato. Em muitas pessoas, os sinais de melhoria começam a aparecer após algumas semanas de uso regular, mas a resposta pode variar. O médico ajusta a abordagem com base na resposta clínica e na tolerabilidade.

A duloxetina não é um estimulante nem uma substância que cause euforia. O seu objetivo é estabilizar os mecanismos de humor e dor, dentro de uma abordagem de tratamento abrangente. A adesão ao regime é importante para obter os benefícios desejados.

Se estiver a usar outras terapias para depressão, ansiedade ou dor, informe o médico, pois algumas combinações podem exigir acompanhamento mais cuidadoso.

Como usar

Este medicamento é tomado por via oral e deve ser utilizado exatamente como indicado pelo médico. A forma de administração pode variar conforme a condição tratada, o estado de saúde e outros fatores clínicos.

Engula a cápsula inteira com água. Não mastigue nem abra a cápsula, a menos que o médico tenha indicado de outra forma. Tomar com alimento pode ajudar a tolerabilidade, se assim for recomendado pelo seu profissional de saúde.

As orientações sobre a frequência, a dose e a duração do tratamento são específicas para si. Siga cuidadosamente a bula e o aconselhamento do médico. Não altere a dose sem consultar previamente um profissional de saúde.

Se perder uma dose, não tente compensar tomando duas no mesmo momento. Siga as instruções do médico sobre o que fazer quando ocorre um esquecimento. Em caso de dúvidas, contacte o farmacêutico para orientação adequada.

Não pare de forma abrupta sem orientação médica. A interrupção repentina pode ter efeitos indesejados e pode exigir uma redução gradual da dose sob supervisão clínica.

Evite o consumo de álcool durante o tratamento, a menos que o médico tenha explicado de outra forma. O álcool pode intensificar alguns efeitos colaterais como sonolência e tonturas.

Informe o médico sobre todos os medicamentos que esteja a tomar, incluindo de venda livre, suplementos e remédios à base de plantas. Algumas substâncias podem interagir com a duloxetina e exigir ajustes no tratamento.

Se tiver problemas de fígado ou rim, discuta com o médico. A função de eliminação do medicamento pode ser afetada e pode ser necessária uma adaptação da dose ou monitorização especial.

Este medicamento pode exigir receita médica, dependendo das regras locais. Siga sempre a orientação profissional e não utilize este medicamento para outra pessoa.

Quem não deve usar

Nunca use Cymbalta se for alérgico à duloxetina ou a qualquer componente da fórmula. Reações alérgicas podem necessitar de assistência médica emergente.

Informe o médico se estiver grávida, a amamentar ou se planeia ficar grávida. A duloxetina pode ter implicações na gravidez e na lactação; o médico discutirá os riscos e os benefícios.

Este medicamento deve ser usado com cautela em pessoas com determinados problemas de saúde, como doenças hepáticas ou renais graves, hipertensão significativa, glaucoma de ângulo estreito ou antecedentes de manias. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar o tratamento ou escolher uma alternativa.

Não deve ser usado com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) ou dentro de um período específico de tempo antes ou depois de tomar IMAOs, a fim de evitar interações perigosas. Consulte o médico antes de iniciar, alterar ou terminar qualquer medicação.

Não é recomendado para menores de idade sem orientação médica apropriada. A resposta a este medicamento pode variar entre crianças, adolescentes e adultos.

Advertências

Se ocorrer qualquer alteração de humor, especialmente pensamentos de autoagressão ou compulsão para realizar atividades prejudiciais, procure ajuda médica de imediato. Jovens e adultos podem apresentar mudanças de comportamento durante o tratamento com antidepressivos.

Monitorize sinais de alterações no humor, dificuldades de sono, confusão ou tremores. Caso surjam, relate ao médico para uma avaliação adequada, pois pode ser necessário ajustar o tratamento.

O uso de duloxetina pode, em raras circunstâncias, provocar alterações no equilíbrio de eletrólitos, incluindo a baixos níveis de sódio. Idosos podem apresentar maior risco. Informe o médico se surgirem confusão, fraqueza, náuseas, dificuldade para respirar ou convulsões.

Este medicamento pode aumentar a pressão arterial em algumas pessoas. A monitorização da pressão arterial pode ser necessária, especialmente nos primeiros meses de tratamento ou quando há alterações na dose.

Alguns pacientes podem apresentar sinais de síndrome serotoninérgica quando combinados com outros fármacos que aumentam a serotonina. Procure assistência médica se ocorrerem febre alta, rigidez muscular, inconsistência no pulso, confusão, sudorese ou tremor intenso.

Se estiver a planear cirurgia ou se for submetido a procedimentos dentários ou de anestesia, informe o médico de que está a usar duloxetina. O médico pode precisar de ajustar o tratamento ou monitorizar a resposta durante o procedimento.

Efeitos secundários

Como acontece com muitos fármacos, Cymbalta pode causar efeitos secundários, especialmente no início do tratamento. A maioria é leve e tende a desaparecer com o tempo à medida que o corpo se ajusta.

Entre os efeitos comuns estão a náusea, boca seca, sonolência, tonturas, fadiga, alterações no apetite ou peso e sudorese. Se algum destes efeitos for intenso ou persistente, informe o médico ou farmacêutico.

Alguns pacientes podem sentir alterações na função sexual, alterações de sono ou agitação. Se estes efeitos surgirem e forem perturbadores, discuta com o seu médico a melhor forma de proceder.

Raramente pode ocorrer dor de cabeça, alterações de visão, constipação ou diarreia. Caso tenha qualquer sintoma grave, procure ajuda médica de imediato.

  • Sinais de reação alérgica como dificuldade respiratória, inchaço facial ou urticária exigem intervenção médica rápida.
  • Se desenvolver febre alta, rigidez muscular ou alterações repentinas no estado mental procure assistência médica.

Se notar qualquer sinal de que o seu corpo está a reagir de forma incomum, não ignore. Informe o seu médico para avaliar a necessidade de ajuste da dose ou de uma retirada gradual do medicamento.

Interações

Atualize o seu médico sobre todos os outros fármacos que está a tomar, incluindo remédios sem receita, suplementos e produtos à base de plantas. Algumas substâncias podem interagir com a duloxetina e alterar os seus efeitos ou aumentar o risco de efeitos adversos.

Algumas combinações podem exigir monitorização mais cuidadosa. Em particular, evite misturar com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) e com certos fármacos que afetam o humor ou a coagulação, salvo indicação médica.

O consumo excessivo de álcool pode aumentar os efeitos sedativos ou prejudicar a resposta ao tratamento. Fale com o médico se consome álcool regularmente ou se está a planear eventos em que o álcool possa estar presente.

Se estiver a iniciar, ajustar ou interromper outros antidepressivos, especialmente SNRI, ISRS, IMAOs ou fármacos que afetam a serotonina, discuta com o médico o plano de transição para evitar efeitos adversos.

  • Anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários: informe o médico, pois podem ocorrer alterações no risco de sangramento.
  • Medicamentos que elevam a pressão arterial ou que afetam o coração podem exigir acompanhamento clínico adicional.
  • Alguns analgésicos de venda livre, como anti-inflamatórios, podem ter interações com o uso prolongado; consulte o farmacêutico.

Se ficar doente com febre alta, vômitos persistentes, diarreia ou desidratação, procure rapidamente orientação médica, pois pode ser necessário ajustar o tratamento.

Gravidez e lactação

Se estiver grávida ou a amamentar, discuta com o médico os riscos e benefícios do uso da duloxetina. A decisão deve considerar a condição clínica, o Risco de depressão durante a gravidez e as alternativas terapêuticas disponíveis.

A duloxetina pode passar para o leite materno; a decisão de prosseguir com a amamentação deve ser tomada em conjunto com o médico, pesando os benefícios para a mãe e os potenciais riscos para o bebé.

Não inicie ou altere a medicação durante a gravidez sem orientação médica. Caso tenha descoberto recentemente que está grávida enquanto usa este medicamento, consulte o médico o mais rapidamente possível para avaliação.

Este medicamento pode exigir consulta adicional a especialistas, como obstetras ou pediatras, para uma gestão segura durante a gravidez e a lactação. Siga sempre as orientações profissionais.

Perguntas frequentes

Este espaço oferece respostas gerais a perguntas comuns sobre a duloxetina. As informações aqui apresentadas não substituem o aconselhamento médico.

Para dúvidas específicas sobre o seu caso, contacte o seu médico ou farmacêutico. Abaixo estão perguntas que os pacientes costumam fazer ao procurar informações sobre este medicamento.

Se tiver dúvidas adicionais, solicite esclarecimentos ao seu profissional de saúde. A decisão de iniciar ou continuar o tratamento deve ser tomada em conjunto com um médico.

Alguns temas cobertos neste espaço incluem tempo até observar melhorias, gestão de doses esquecidas, uso com outros tratamentos, sinais de alerta e preparação para consultas médicas.

Quanto tempo leva para a duloxetina fazer efeito?

O efeito pode levar várias semanas de tratamento regular. Em alguns casos, pode demorar mais tempo para perceber melhorias significativas. O médico acompanhará a resposta clínica e ajustará o regime conforme necessário. Evite esperar resultados imediatos sem acompanhamento clínico.

Se não houver melhoria após um período razoável ou se os sintomas piorarem, informe o médico para reavaliação. Alterações na dose ou na estratégia terapêutica podem ser consideradas, sempre sob supervisão.

O que fazer se me esquecer de uma dose?

Caso se lembre pouco tempo depois de uma dose esquecida, tome-a conforme o plano. Se estiver próximo da hora da próxima dose, ignore a dose esquecida e continue com o esquema habitual. Não tome duas doses de uma vez para compensar o esquecimento.

Se não tiver a certeza do que fazer, contacte o farmacêutico ou médico para receber orientação específica ao seu regime de tratamento.

Posso tomar Cymbalta com outros antidepressivos?

Combinar antidepressivos pode aumentar o risco de efeitos adversos graves. Não faça alterações no tratamento sem antes consultar o médico. Em alguns casos, pode ser necessária uma monitorização mais cuidadosa durante a transição entre terapias.

Quais são os sinais que devem levar a uma consulta médica urgente?

Sinais de alerta incluem pensamentos de autoagressão, mudança súbita de humor, confusão, rigidez muscular, febre alta ou alterações rápidas na pressão arterial. Se ocorrer qualquer um destes sinais, procure avaliação médica de imediato.

Posso conduzir ou operar máquinas enquanto tomo Cymbalta?

A duloxetina pode causar tonturas ou sonolência em algumas pessoas. Se notar qualquer alteração na capacidade de andar, pensar ou reagir, evite atividades que exijam atenção até confirmar como o medicamento o afeta.

É seguro interromper a duloxetina de forma abrupta?

Não é recomendado interromper de forma abrupta sem orientação médica. A retirada pode provocar sintomas de abstinência. O médico pode aconselhar uma redução gradual da dose para minimizar o desconforto.

O que acontece se eu tomar mais do que a dose indicada?

Tomar mais do que a dose prescrita pode aumentar o risco de efeitos adversos graves. Procure ajuda médica de imediato se houve uma ingestão excessiva. Nunca utilize doses acima do recomendado sem orientação clínica.

Posso usar Cymbalta durante a amamentação?

A decisão deve ser tomada com o médico, pois a duloxetina pode passar para o leite materno. O médico poderá valorar os riscos e benefícios para a mãe e o bebé, e sugerir a melhor abordagem.

O Cymbalta pode interagir com a pílula anticoncepcional?

Algumas interações podem ocorrer com determinados medicamentos usados para controlo da natalidade ou outros tratamentos hormonais. Informe o médico sobre todos os fármacos que utiliza, incluindo contraceptivos, de modo a garantir a adequada gestão do tratamento.

Que devo fazer se tiver efeitos persistentes ou graves?

Se os efeitos secundários perdurarem ou se surgirem sintomas demasiado incómodos ou perigosos, contacte o médico. Pode ser necessário ajustar a dose, trocar de medicamento ou iniciar uma estratégia terapêutica complementar.

Fontes

As informações apresentadas nesta página destinam-se a orientar o uso responsável de Cymbalta e não substituem a consulta da bula oficial nem o aconselhamento médico. Consulte o folheto que acompanha o medicamento para detalhes específicos sobre indicações, dosagem, contraindicações e precauções.

Para dúvidas clínicas, fale com o seu médico ou com o farmacêutico. A decisão de iniciar, manter ou ajustar o tratamento deve ser tomada com orientação profissional, com base na sua situação clínica individual.

Se precisar de informações adicionais, peça ao farmacêutico detalhes sobre a forma de administração, interações com outros fármacos e recomendações de monitorização durante o tratamento.

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Ricardo Alexandre Pereira Gomes
Revisado por médicos
Ricardo Alexandre Pereira Gomes
Farmacêutico Clínico (cédula profissional ativa)